🦠 Context rot: o vilão real
A maioria das sessões ruins NÃO é modelo fraco. É contexto errado carregado por tempo demais. Tentativas falhadas, paths obsoletos, info desatualizada — tudo "pesa" no raciocínio.
⚠️ Sintomas de context rot
- Modelo sugere "vamos tentar X" — quando X já falhou 3 turns atrás
- Cita arquivo que foi deletado ou renomeado
- Aplica padrão antigo que você corrigiu antes
- Loops em hipóteses já descartadas
- Resposta parece "boa" mas erra detalhes que sessão inicial acertava
Reflexo profissional: reconhecer rot = limpar > insistir. Contraintuitivo no início, vira hábito depois.
🧽 /clear vs /compact
/compact
Modelo resume a conversa e SUBSTITUI o histórico pela síntese. Você não escolhe o que entra no resumo.
/clear
Você ANOTA o que importa, dispara /clear, começa do zero com seu resumo curado.
Regra prática: task encerrada (terminei feature) → /clear antes da próxima. Sessão longa que ainda não terminou → /compact pra ganhar fôlego.
📊 /usage: visibilidade em tempo real
Comando novo (2026): mostra consumo da sessão em real-time. Permite decisão proativa em vez de reativa.
Antes de task grande
Rode /usage. Se já está >60%, dá /compact antes. Se <40%, segue.
Após audit pesada
Audit jogou 50 arquivos no context. Veja /usage. Saltou? Hora de /clear e continuar leve.
Sinal pra trocar de agente
Context >75% e ainda não chegou na causa? Faz handoff. O agente novo entra com context limpo (T2 módulo 2.3).
🔍 Audit por subagent fresh
O uso #1 mais lucrativo de subagent. Em vez de auditar inline (flooda context principal), spawn subagent — ele varre tudo, devolve resumo curto.
Antes (inline — ruim):
Você: "Audite todos os endpoints em src/api/"
Agente: [lê 50 arquivos]
[retorna análise de 5000 linhas no context]
[seu context principal agora pesa 80%]
Depois (subagent — bom):
Você: "Spawn audit-endpoints. Retorne SOMENTE punch list (max 20 itens)."
Subagent: [lê 50 arquivos em context próprio]
[sintetiza]
Pai: [recebe só as 20 linhas]
[context principal: 20% — leve]
Ganho real: 5000 → 20 linhas. Você mantém o context principal pra DECISÕES, não pra exploração.
📦 1M context: usar sem virar lixão
Claude 1M context é tentação. NÃO é convite a guardar tudo. É convite a planejar o que vale.
✗ Anti-pattern
- Carregar 50 arquivos "por garantia"
- Não dar /clear porque "tem espaço"
- Repetir contexto que já está implícito
- Achar que mais context = melhor resposta
✓ Padrão correto
- Carrega só o necessário pra ESTA task
- /clear entre tasks distintas
- Delega exploração pra subagent
- Curadoria > quantidade
Princípio: mais context não é melhor decisão. Curadoria de context vence quantidade. Subagent é seu aliado pra delegar exploração sem inchaço.
🔄 Codex worker write-enabled vs Claude Plan
Diferença filosófica que muda quando usar cada um pra DELEGAR:
Codex: worker write-enabled
Codex tem subagent explicitamente marcado como executor write-enabled. Ideal pra:
- • Batch de mudanças paralelas
- • Aplicar mesmo refator em 6 áreas
- • Fan-out de tasks independentes
Claude: Plan subagent
Claude tem subagent dedicado à fase de planejamento. Ideal pra:
- • Pensar antes de executar
- • Estruturar refator complexo
- • Sequência de passos com dependências
Resumo conceitual: Codex organiza subagents por unidade de execução. Claude organiza por fase de pensamento. Combina: Claude planeja → Codex executa em paralelo.
📚 Resumo
Próximo:
3.4 — Worktrees + 2 terminais em paralelo (fechamento)